Feliz Dia da Toalha!

25 05 2009

Então, finalmente chegou o grande dia, o Dia da Toalha.

Como eu prometi há muito tempo, aqui uma coisa bem especial pra vocês num dia tão feliz(?):

Raro, ou Meio Raro? – Versão 1.02

Notas da versão 1.02:

  • Colocada verdadeira tradução de “kestrel” e “echo parakeet”;
  • Foram corrigidos erros ortográficos;
  • Foram colocadas as notas de rodapé;
  • Foi colocado “Last Chance to See” no início, e as primeiras palavras ficaram em negrito e uma linha acima para se parecer mais com o livro.

[Se o link não estiver funcionando, me avisem.]

Isso não é um trecho, é o capítulo INTEIRO, corrigido, algumas partes re-traduzidas, com uma ou duas notas de tradução, ou seja, seria bom se você lesse tudo de uma só vez; se você já leu meus posts anteriores sobre esse capítulo, recomendo que você leia tudo desde o início, mas nesse arquivo.

Se vocês quiserem saber por onde andei nesse último mês e meio, saiba que eu passei parte dele em mais de um hospital, e saiba também que eu ainda não tenho previsão para quando voltarei a atualizar o blog regularmente…

Na verdade, tenho sim uma previsão: quando eu ficar melhor.

Então, saiam das suas casas, passeiem por aí, aproveitem o dia, peguem um belo cancêr de pele, se forem dirigir não bebam bebidas alcólicas,e o mais importante, não esqueçam suas toalhas!

Se vocês virem alguém andando por aí com uma toalha que parece que passou por um rolo compressor, e que esteja levemente chamuscada, então, pode ter certeza, esse aí não sou eu.

Então, tchau, aproveitem o Dia da Toalha, a semana, o ano, e todo o resto.





Pensando…

7 04 2009

Eu andei pensando muito sobre a tradução, em como ela está progredindo, e na minha falta de tempo, e cheguei a conclusão que seria infinitamente mais fácil para mim não ter que me preocupar com esse blog.

Entendam, eu continuaria atualizando o blog, mas seria bem irregular, mas os posts seriam maiores.

Isso tudo se deve ao fato de que algumas partes não estão traduzidas, por exemplo, se vocês vissem o texto completo agora, veriam, por exemplo, quatro parágrafos traduzidos e um ou dois ainda em inglês.

Então, se forem contra isso, se manifestem, e provem que alguém visita esse blog.

De noite eu vou ver o resultado, e independentemente, eu vou colocar um pedaço muito grande do capítulo Raro, ou Meio Raro, que, infelizmente, contém alguns trechos em Inglês ainda.

Como ninguém se manifestou até agora, assumo que ninguém está contra isso, então, posso ter meu próprio ritmo lento nessa tradução.

Agora, o pedaço bem grande que eu prometi.

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Raro, ou Meio Raro?

Finalmente, o kestrel pulou do seu poleiro, e se mergulhou como no fim de um longo pendulo, the precise length, pivotal position and swing speed of which the kestrel had
calculated. The arc it described intersected sweetly with that of the falling mouse, the kestrel
took the mouse cleanly into its talons, foi para uma árvore próxima e arrancou a cabeça do rato.
“Ele mesmo come a cabeça,” disse Richard, “e leva o resto do rato para a fêmea no ninho.”
Nós demos mais alguns ratos para o kestrel, algumas vezes jogando-os, as vezes deixando ele na pedra hemisférica para ele pegá-los a seu próprio ritmo. Finalmente, o pássaro estava cheio, e fomos embora.
The term `fed up’ actually comes from falconry. Most of the vocabulary of falconry comes
from middle English, and zoologists have adopted a lot of it.
For instance ‘Teeking’ describes the process by which the bird cleans its beak of meat after
eating, by rubbing it along a branch. `Mutes’ are the white trails along cliffs where the bird
has been sitting. These are more normally called `bird droppings’ of course, but in falconry
talk they’re `mutes’. `Rousing’ is the action of shaking its wings and body, which is generally
a sign that the bird is feeling very comfortable and relaxed.
Quando você treina uma ave de rapina, você a treina pela fome, usando-a como uma ferramenta para a psicologia do pássaro. Quando o pássaro já comeu demais ele não irá cooperar e ficará incomodado com qualquer tentativa de mandar nele. Ele simplesmente senta no topo de uma árvore e fica aborrecido. Ele está “cheio”. Richard ficou extremamente “cheio” nessa noite, e por uma razão. Não tinha nada a ver com comer demais, mas tinha uma pequena conexão com o que outras pessoas gostavam de comer. Uma amiga dele de Maurícios veio visitá-lo, e trouxe seu chefe, um francês da Ilha de Reunião, uma ilha próxima,  que ia passar alguns dias na ilha e estava ficando com ela. Seu nome era Jackes, e todos nós sentimos um desgosto instantâneo por ele, mas nenhum tão forte quanto o de Richard, que o detestou assim que o viu.
Ele era um francês do tipo dapper e arrogante. Ele tinha olhos preguiçosos e arrogantes, um sorriso preguiçoso e arrogante, e como Richard disse, um cérebro preguiçoso, arrogante e terminalmente estúpido.
Jacques entrou na casa e ficou parado parecendo preguiçoso e arrogante. Claramente, ele não sabia exatamente o que deveria estar fazendo nessa casa. Não era uma casa muito elegante. Ele estava cheia de mobília danificada e de segunda mão, e havia fotos de pássaros presas nas paredes por taxinhas. Ele obviamente queria se encostar melancolicamente numa parede, mas ele não encontrou nenhuma parede onde ele estava disposto a se encostar, então ele teve que ficar em pé melancolicamente.
Nós o oferecemos uma cerveja, e ele a aceitou com toda a graça que ele conseguia articular. Ele nos perguntou o que estávamos fazendo aqui, e dissemos que estávamos fazendo um programa para a BBC e escrevendo um livro sobre a vida selvagem de Maurícios.
“Mas por que?” ele disse, em um tom confuso. “Não tem nada aqui.”
Richard mostrou um admirável controle a princípio.  Ele calmamente explicou que alguns dos pássaros mais raros do mundo podiam ser encontrados em Maurícios. Ele explicou que era por isso que ele, Carl e os outros estavam lá: para protegê-los, estudá-los, e reproduzi-los.
Jacques encolheu os ombros e disse que eles não eram realmente interessantes ou especiais.
“Oh?” sussurrou Richard.
“Nada com uma plumagem  interessante.”
“Sério?” disse Richard.
“Eu prefiro algo como a cacatua árabe,” disse Jacques com um sorriso preguiçoso.
“Jura.”
“Eu, eu vivo em Reunião.”
“Jura.”
“Eu tenho certeza que não há pássaros interessantes lá,” disse Jacques.
“Isso é porque os franceses mataram todos,” disse Richard.
Ele sagazmente se virou e foi para a cozinha para lavar a louça, fazendo muito, muito barulho. Ele voltou somente depois que Jacques tinha ido embora. Ele entrou na sala silenciosamente, carregando uma garrafa fechada de rum e se jogou num sofá velho no canto da sala.
“Mais ou menos cinco anos atrás,” ele disse, “nós pegamos vinte dos pombos cor-de-rosa que nasceram no centro e soltamos eles. Eu estimo, levando em conta o tempo, trabalho e recursos que investimos neles, que cada pássaro custou três mil e trezentos reais. Mas esse não é o problema.O problema é manter a singela vida dessa ilha. Em pouco tempo todos esses pássaros que criamos estavam em cassarolas. Não consegui acreditar. Nós simplesmente não conseguíamos acreditar.
Vocês entendem o que está acontecendo nessa ilha? Está uma bagunça. Está em ruínas. Nos anos cinqüenta ela estava cheia de DDT que conseguiu se infiltrar na cadeia alimentar. Isso matou muitos animais. Depois a ilha foi atingida por um ciclone. Bem, não podemos fazer nada contra isso, mas ele atingiu uma ilha que já estava seriamente enfraquecida pelo DDT e pela derrubada de árvores, então ele causou danos irreparáveis. Agora com a constante derrubada e queima da floresta só resta dez por cento, e eles estão derrubando isso para caça de cervos. O que resta das singelas espécies de Maurícios está sendo substituída por coisas que você pode achar em todos os lugares do mundo – ligustros, goiabeiras, toda essa merda.
“Olhem isso.”
Ele nos deu a garrafa. Era um rum fermentado localmente chamado Green Island.
“Leia o que está escrito na garrafa.”
Embaixo de um romântico desenho de um velho barco a vela se aproximando de uma idílica ilha tropical havia uma frase de Mark Twain, que dizia, “Você tem a idéia de que Maurícios foi feita primeiro e depois o Céu; e que o Céu é uma cópia de Maurícius.”
“Isso foi a menos de cem anos atrás,” disse Richard. “Desde então praticamente tudo que não deveria ser feito a uma ilha foi feito em Maurícios. Exceto, talvez, testes nucleares.”

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Férias, talvez

28 03 2009

Pessoal, como vocês podem ver pelo tamanho dos posts recentes, eu estive com varios e diversos problemas que estão me impedindo de traduzir.

Hoje, mais uma vez, estou sem acesso à tradução, e os problemas estão…Piorando.

Para facilitar a minha vida, eu não irei atualizar o blog nessa semana, a róxima atualização será somente na próxima terça, dia 7 de Abril.

Espero que compreendam.

Mas não se preocupem, sem falta, atualizo o blog no dia 7!





Uma coisa que vocês não esperavam…

25 03 2009

Como espero que vocês tenham percebido, me atrasei.

Tudo deu errado aqui nas ultimas semanas, e as poucas coisas que não deram errado não me afetaram de modo positivo.

Porém, para compensar vocês, eu coloquei aqui mais uma parte do Raro, ou Meio Raro? e a primeira parte do Pânico Cego.

Espero que gostem.

Será que alguém lê isso?

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Raro, ou Meio Raro?

Parte 12

“Percebe como ele se interessa em tudo que ele vê?” perguntou Richard. “Ele vive pelos olhos, e você tem que se lembrar disso quando os mantém em cativeiro. Você tem que se certificar que eles tenham um ambiente complexo. Aves de caça são relativamente estúpidas. Mas como elas tem uma visão tão precisa, você tem que ter coisas para ocupá-los visualmente.”
“Quando começamos a reproduzir aves de rapina em cativeiro, trouxemos umas aves bem tímidas e quando alguém passava pelo aviário os pássaros ficavam doidos, e achamos que eles deviam estar chateados com o distúrbio, então alguém teve a brilhante idéia de conseguirmos o que chamamos de clarabóia e um aviário separado. Todas as paredes eram opacas, e só o teto era aberto, assim os pássaros não seriam perturbados. Mas o que descobrimos depois foi que tínhamos exagerado. Os filhotes que nasceram lá eram não tinham senso de direção, porque eles não receberam o estímulo sensorial que precisavam. Nós fizemos tudo errado.” Leia o resto deste post »





Desculpem os atrasos

24 03 2009

Ultimamente, tive muito pouco tempo para traduzir, coisas horríveis e inesperadas aconteceram, e nem consegui parar no computador.

Na verdade, nem estou no meu computador, e acho que nem conseguirei usá-lo hoje.

Amanhã atualizarei o blog com um trecho maior do que o normal para compensar por esse atraso, não se preocupem.





A Landrover do Inferno

22 03 2009

Desculpa pelo atraso.

Sem tempo agora, depois falo mais.

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Parte 11

James também diz ao Carl e ao Richard os movimentos recentes dos kestrels, não porque eles pediram para ele fazer isso mas porque, por mais que haja evidência do contrário, ele gosta de ajudar. Mesmo que ele não tenha visto nenhum kestrel, ele ainda irá, de um modo amigável e encorajador, dizer que ele viu. Isso quer dizer que, quando Carl tem que trocar as faixas coloridas que os kestrels usam em suas pernas, ele coloca uma faixa com uma cor diferente da anterior, para assim saber se James está mentindo quando diz que viu um kestrel com uma faixa que não existe. Os kestrels que estávamos prestes a ver foram treinados para comer ratos em 1985. Eles alimentavam kestrels na natureza com ratos para dar uma melhorada na dieta deles,  assim encorajando-as a botar mais ovos. Se um kestrel estava bem-alimentado, Carl poderia pegar os primeiros ovos desses pássaros sem se preocupar para levá-los até o centro de reprodução, pois eles colocariam mais ovos. Desse modo eles aumentavam o número de ovos que chocavam, mas eles tem um limite de pássaros para chocá-los, então eles tinham de ser incubados artificialmente. Essa é uma altamente delicada e que exige muita habilidade, e requer constante monitoramento das condições dos ovos. Se um ovo está perdendo peso muito rapidamente, através da evaporação do líquido pela casca, então algumas partes da casca são seladas. Se ele não está perdendo peso suficiente, então algumas partes da casca são cuidadosamente lixadas para fazê-la mais porosa. É melhor quando um ovo passa uma semana embaixo de um pássaro de verdade, e as outras três em uma incubadora – ovos que foram trocados dessa maneira têm uma chance muito mais alta de nascer.
Richard bruscamente parou a Landrover na beira da floresta perto do fundo do desfiladeiro e descemos dela. O ar era estimulante e limpo, e Richard passeou pela pequena clareira fazendo estranhos chamados para os pássaros.
Depois de um ou dois minutos, o kestrel veio voando a uma alta velocidade da floresta, e depois se empoleirou em uma árvore alta de onde ele podia ver uma grande pedra hemisférica. Como esse pássaro está adaptado para viver na floresta, ele não plana como os falcões, mas ao invés disso, ele pode voar a altas velocidades com precisão sob as copas das árvores, onde ele pega sua comida, lagartixas, pássaros menores e insetos. Para fazer isso, ele depende de sua fantasticamente rápida e precisa visão. Nós o observamos por um tempo, e ele nos observou cuidadosamente. Na verdade, ele observou tudo que se movia, rapidamente olhando para varias direções com constante atenção.
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